sexta-feira, 2 de maio de 2014

Memórias de um cachorro - nunca havia acontecido antes

Bom, nem sei como começar esse assunto meio constrangedor
Como disse outro dia, agora somos em quatro e no meio desses quatro,
existe uma menina.
Um mocinha.
Muito mal humorada, nervosinha e ao mesmo tempo pequena e delicada,
como todas as fêmeas devem ser.
Pois bem, de repente essa mocinha começou a levantar em nós três um
alvoroço que nunca havíamos sentido antes.
Um calor, um fogo ardendo, sei lá.
Vocês entendem o que eu estou querendo dizer.
O meu irmão do meio, o branquelo foi o primeiro a descobrir que ela era
diferente da gente e logo já ficou todo amiguinho dela.
A outra criatura que chegou com ela também caiu de amores, mas eu não
estranhei muito, pois afinal eles chegaram juntos.
E nada mais natural que eles fossem mais unidos e amigos.
Aonde eu quero chegar é que ...
outro dia começamos a sentir que esse fogo ardendo virou meio que um
incêndio sem controle.
E que ela, a tal mocinha, se transformou no objeto de todos os nossos
desejos.
Melhor que comida, melhor que ir na estrada, melhor que correr para a 
porteira, melhor que latir sem parar, melhor que brincar , melhor, melhor,
melhor que tudo que existe no planeta.
Melhor até que Ela, minha rainha, minha dona,razão do meu viver.
E quando a noite caiu parece que tudo ficou mais forte e foi uma correria
sem fim.
Então, Ela e o Grandão prenderam a mocinha no canil.
Isso foi o fim.
Isso foi o desespero total de uma raça em chamas.
Meu irmão do meio ficou na porta gritando feito um doido.
Eu estava interessado, mas não tanto quanto aqueles dois.
E a criaturinha, o meu irmão mais novo, o que veio com ela, parecia um
louco desvairado.
Corria de um lado para o outro , uivava, latia, pulava na tela.
E então ele teve a brilhante ideia de dar a volta e subir no telhado do canil.
Lá de cima tudo ia ser mais fácil.
Sem tela forte, era só chegar na beira e pular. Bum ! estaríamos lá dentro
com a mocinha e poderíamos apagar nosso fogo com ela.
Só que as coisas não aconteceram como o planejado.
As danadas das telhas começaram a escorregar, e uma a uma cair telhado
abaixo.
Agora; alguém sabe me dizer o porque daquelas telhas não estarem presas?
E o nosso plano saiu pela  "culatra".
Fez um barulhão danado na hora que as telhas começaram a cair.
E Ela e o Grandão levantaram desesperados .
Mas não conseguiram entender o que estava acontecendo naquele escuro.
E a noite virou dia e nós não conseguimos entrar no canil.
E bem cedinho o coisinha, o irmão mais novo, resolveu fazer outra tentativa.
Só ele que foi, nós, mais velhos de casa, já aprendemos que a noite
" todos os gatos são pardos", mas que de dia a história é bem outra e
o castigo também.



E então...
Não teve castigo, só uma gritaria louca.
E o objeto de nosso desejo foi para dentro de
casa e nós para dentro do canil.
O fogo continua queimando.
Acho que por eu ser o mais velho é só um ardido
que sinto.
Mas meus outros dois irmãos.
Adolescentes ainda....o fogareu tá doido demais !


texto remall.
foto remall, o irmão mais novo em cima do telhado 

terça-feira, 29 de abril de 2014

in love

Deixa que eu te amo da maneira simples
Sem cobranças
Mas te enforcando em abraços
Deixa que eu te amo da minha maneira
Muitas vezes em silêncio
Mas te sufocando de beijos
Me deixa quieta em meu canto
Do meu jeito
Que mesmo nesses estranhos momentos
Estou te amando
Me deixa aqui de olhar perdido
Cabelos soltos ao vento
Suspirando
Com algumas lágrimas no canto dos olhos
Estou me lembrando dos nossos encantados momentos
Sentindo no fundo da alma nossos sentimentos
Me deixa
Estou no eco de nós mesmos
Estou te amando




texto remall
foto remall, Praia de Ponta Negra - Natal RN

segunda-feira, 28 de abril de 2014

esperança

Onde você estava naquele dia
No dia daquele sorriso
Naquele dia de sol
Onde você se escondeu
E levou com você uma parte de mim
E também os meus sonhos
E o pior
A minha paz
Te espero
Te procuro
Você precisa urgente
Fazer uma devolução
Aproveita então 
O dia de hoje
Tem sol


texto remall
foto remall, céu e sol da Querência

domingo, 27 de abril de 2014

dúbio

E eu
Com essa mania de amor incontrolável
Esse sorriso estampado no rosto
Esse dar e dar sem limite
E essa dor sufocante no peito
Essa angústia presa na garganta
Afinal
Nada é de tudo perfeito
Pois se tratando de sentimentos
Todos moram dentro de mim

texto remall
foto remall, pés em dúvidas

sexta-feira, 25 de abril de 2014

como foi o dia

Depois da chuvinha generosa
Da minha felicidade
Da simplicidade da vida
Ontem o dia foi de trabalhar na horta
Não na horta grande, pois não conseguimos ninguém para começar o trabalho
O trabalho mais pesado
Mas na horta da casa
Na horta dos amigos
Na horta das doações
Na hortinha que me envaidece
E sempre morou dentro do meu coração

Foi dia do perfume da terra molhada
Da minhoca saltadeira
Dia de me sentir parte
Dia de me sentir viva
De pegar na terra
De me sentir terra 

  E então não usar o esmalte azul da moda
  Encardir as unhas
  Me entupir de terra
                                           E você se pergunta - porque ela não usa luvas ????
                                           Ah! minha amiga se uso luvas deixo de ser terra
                                           Deixo de me sentir feliz          
                                           E guardo comigo a esperança do esmalte da moda um dia
                                           ser marrom, cor de terra rsrsrs




texto remall
foto remall, horta da Querência

quinta-feira, 24 de abril de 2014

simples assim

O que me faz feliz é a minha paz
É o silêncio
É o meu barulho interior
O que me faz feliz mora na simplicidade
No sorriso sem motivo
Nas palavras de carinho
No abraço do consolo
O que me faz feliz é tudo e quase nada
É o tudo que me encanta
É o nada sem importância
É a vida sem muitos rodeios
Sem explicações intermináveis
Sem as complicações que nós mesmos inventamos
O que me faz feliz é o momento presente
É essa chuvinha fresca que cai lá fora
Não é o que se encontra no meu "vizinho"
Mas o que está dentro de mim
Simples assim
Isso é o que me faz feliz

texto remall
foto remall,chuva na Querência

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Memórias de um cachorro - recomeçando

Faz muito tempo que não venho por aqui.
Muita, mas muita coisa mudou em todo esse tempo,
e muita gente sabe dos acontecimentos nesse tempo pelo face, pois eu
sou um cara antenado e estou em todas as redes .
Hoje já não sou mais aquele bebê de antes, vou fazer 04 anos portanto,
não sou mais tão bagunceiro , tomei responsabilidades e também
ganhei alguns irmãos e tenho que dar exemplo, tomar conta,orientar.
Eu agora, meus amigos, sou um professor !
Não sou um professor exemplar, mas confesso que tento.
Logo que meu irmão se foi, um novo chegou.
Já aprontamos muito por aqui, vivemos disputando o amor Dela
e aprendemos a conviver um com o outro, afinal, Ela tem duas mãos.
E assim, ficou de bom tamanho ; uma mão para cada um.
Um carinho para cada um.
Tudo aos poucos voltou ao normal.
Ela não foi mais embora, e continua linda, especial, razão do meu viver.
E o Grandão vai e volta.
Mas isso a gente até acha bom, pois ele é meio zangado.
E assim, continuamos a nossa vidinha boa e feliz.
Só que...nem tudo é perfeito.
E um belo dia, Ela chegou aqui com uma cara esquisita.
Um sorriso esquisito.
E com um barulho esquisito.
E o pior.... com duas carinhas esquisitas, duas coisinhas esquisitas.
NÃO !!!!!!!
Ela chegou com dois irmãozinhos !
No começo a gente nem via as tais "coisinhas" mas aos poucos
eles começaram a ficar na varanda e a gente até achou engraçadinhos.
E a vida foi seguindo e os irmãozinhos vieram para fora e a gente
no começo se estranhou muito.
Na verdade até hoje,10 meses depois, a gente se estranha um pouco.
E tem um problema muito sério.
Ela só tem duas mãos, e nós somos em quatro.
Aff!!! isso é um stress......
Bem amigos, vou voltar a aparecer por aqui.
No começo acho que com mais frequência e depois uma vez por semana
como era antes.
Tenho tanta coisa para contar, vocês nem imaginam.
Por enquanto, só coloquei vocês a par de como as coisas são agora
aqui na Querência, e aos poucos vou contanto tudo em detalhes,
pois apesar de ter dividir Ela com tanta gente, confesso que a turma
agora é bem animada.
Tem até uma irmãzinha.
Afinal, se um é bom, dois é melhor e em quatro kkkkkk
é o terror !

                                     
                                     esse sou eu

 o meu irmão do meio


e as "coisinhas"









texto remall
foto remall, turminha da Querência

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Tem dias que me perco olhando para o nada
Tem dias em que me encontro no meio disso tudo
O silêncio que invade
O silêncio que diz tudo
Porque em silêncio a gente conversa com a alma
E a alma sabe das coisas
Dos momentos que importam
Conhece as pessoas que sabem de tudo
E tudo nesse caso é o amor
E amando a gente segue seguro
Sem receios ou medos
Sem dúvidas ou lágrimas
Porque o amor domina tudo
E o coração segue tranquilo
Nos dias em que se olha para o nada
Nos momentos em que se encontra com tudo


texto remall
foto remall, da janela do meu quarto na Querência