Ansiosa por sair de casa não me importei muito com o tempo, com a chuva, ou com o destino.
Pedi, insisti, implorei e consegui convencer o maridão.
Fomos para a roça.
Rapidinho.
Só para passar o domingo.
Saudade louca do sossego, do silêncio, dos marrecos e dos cachorros.
E, divertido foi quando a camionete não subiu, derrapou, atolou,
e a gente teve que terminar os 4km restantes a pé até chegar em casa.
Mas, o domingo foi tão gostoso.
Matei todas as saudades.
Guardei na minha caixinha mágica o silêncio,
para solta-lo aqui em casa quando o barulho se tornar insuportável.
Brinquei na lama com os cachorros.
Vi que nasceram 4 pintinhos.
E me acalmei só observando meus marrecos,
na sua sistemática metodologia de vida em grupo.
Colhi figos,
que mais tarde no tacho de cobre vão virar um doce bem gostoso.
E na volta, a pé novamente, nos 4km rumo ao lugarejo, choveu.
Eu toda prevenida logo vesti meu casaco impermeável,
de tenis, não tinha dificuldade na lama,
e como toda dama, não carregava nada nas mãos.
Já o maridão....
estava de chinelo, não tinha capa de chuva e carregava tudo; mochila, ovos, sacola, meus figos.
Aproveitei e tirei umas fotos.
Encontrei um pé de araça carregado,
matei a vontade de fruta docinha.
Apreciei e me deliciei na chuva e não corro o risco de ficar gripada.
Não derrapei na lama e quando cheguei de volta na camionete em sentia realizada,
pronta para voltar para casa.
Ps.: os ovos caíram na lama e quebraram....fazer o quê, né.