Se existe algum idiota, imbecil, ignorante ou sei lá mais o que,
é o motorista que está com a mão na buzina direto aqui debaixo da minha janela.
Tudo bem que o outro é meio burro, é que não viu, ou achou melhor não ver,
(para passar na frente de todos e ser o espertinho da vez),
a placa que indica direita livre e esta obstruindo a passagem.
Mas me diga :
- o que os meus ouvidos tem com isso ?
e respondo : Tudo ! ! ! e os meus nervos também.
E essa buzina e esses motoristas obstruindo a passagem é o dia inteiro,
todos os dias da semana...
para esse lugar ser o inferno só faltava o calor,
que nesses dias tem sido demais,
porque os capetinhas já estão todos lá embaixo,
se achando poderosos, em seus carros financiados depois da queda do IPI.
Morar aqui é o caos...
E enquanto eu estou aqui escrevendo,
o sinal abriu e fechou e tem outro "i 's " buzinando de novo !
Quando renovei minha carteira de motorista,
depois de pagar aquelas tantas taxas absurdas e mais o curso,
me esqueci de perguntar sobre buzinas.
Será que só tem multa para quem buzina perto de escolas e hospitais ?
Mas, também de que adianta...só aparece um agente da BHTrans para multar
aquele que passou no sinal amarelo levando a esposa em trabalho de parto,
aos gritos para a maternidade.
ou então,
aquele pai ,que se levantou de madrugada para buscar a filha na balada
e cuidadosamente avançou o sinal vermelho
num cruzamento que nem é tão perigoso,
por medo de assalto.
O sinal abriu e fechou de novo.
Tem outro " i 's " buzinando . Um ônibus.
Ai meu Deus ! Eu quero ir prá roça.
AGORA ! ! !
sexta-feira, 2 de julho de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Amigos
Não sei porque nos distanciamos de pessoas que amamos tanto.
Velhos amigos são como uma boa e saborosa comida,
sempre queremos repetir.
Ficamos com aquele gostinho de quero mais,
guardado sei lá aonde e que derrepente enche nossos sentidos de desejo.
Tem amigos do sorriso e gargalhadas.
Os amigos do silêncio , das confidências e segredos.
Amigos dos olhares de cumplicidade.
Amigos da atração que nunca pôde se vivida ou revelada.
Tem os amigos da infância,
tão entranhados em nossas vidas que amamos e odiamos ao mesmo tempo.
Sabem de côr nossas qualidades e defeitos.
Muitas vezes nos conhecem mais que nós mesmos.
Eu tenho um amigo de infância que mora na mesma cidade que a minha.
A gente se fala quase todos os dias,
mas, não se vê no plano físico.
Ele é quase como um amigo imaginário.
Quanta saudade eu estou sentindo dele agora.
Saudade de abraçar, pegar, apertar, de me sentir segura em seus braços.
Confiante que nada de ruim vai acontecer.
Será que as outras pessoas também tem amigos assim ?
tão perto do coração, quase que dentro,
e que não se encontram mesmo tão perto ?
É meu amigo a gente pode até mudar de atitude ou de humor,
mas a gente já viveu tantos momentos bons nessa vida
que importância tem a distância ou mudanças...?
Continuamos amigos.
Amo você !
terça-feira, 13 de abril de 2010
Niterói 2010
A pergunta é :
não é como tratamos nosso lixo;
mas, sim , como tratamos as pessoas.
Pessoas são humanas,
não entram em decomposição no sentido "Aurélio" da palavra,
não enquanto estão vivas. ;
ou pelo menos não deveriam.
Pessoas não são lixo.
Ou pelo menos não deveriam ser.
Lixo de papel, metal, ou vidro.
Lixo de palavras ou atos.
Lixo nas atitudes.
Mas quero dizer NÃO ao lixo de seres humanos.
Não devemos achar que tudo isso é fatalidade.
Alguma nova trágedia da natureza.
A natureza não tem parte nisso.
E Deus...pobre de Deus; muito menos.
Com certeza Ele assiste aterrorizado e triste
não acreditando até onde podemos chegar.
Somos os causadores de tudo.
Tudo que vem de cima.
Que brota de baixo.
Tudo que vem da água, da terra, do vento.
E que agora que desliza em lixo.
Eram pessoas.
Velhas, novas, crianças, animais.
Viviam em cima do lixo.
Talvez nem soubessem disso.
Estavam em casa.
Arrumando, cozinhando, estudando, dormindo.
Estavam vivendo...
Sobrevivendo.
E hoje, estão no lixo.
Se decompondo.
Como lixo.
O que estamos fazendo com as pessoas ?
Eu. Você. Nós. Os outros.
Todos somos pessoas.
Mas, para muitos...somos só uma montanha de lixo;
se decompondo...
Tudo isso é triste.
Muito triste.
não é como tratamos nosso lixo;
mas, sim , como tratamos as pessoas.
Pessoas são humanas,
não entram em decomposição no sentido "Aurélio" da palavra,
não enquanto estão vivas. ;
ou pelo menos não deveriam.
Pessoas não são lixo.
Ou pelo menos não deveriam ser.
Lixo de papel, metal, ou vidro.
Lixo de palavras ou atos.
Lixo nas atitudes.
Mas quero dizer NÃO ao lixo de seres humanos.
Não devemos achar que tudo isso é fatalidade.
Alguma nova trágedia da natureza.
A natureza não tem parte nisso.
E Deus...pobre de Deus; muito menos.
Com certeza Ele assiste aterrorizado e triste
não acreditando até onde podemos chegar.
Somos os causadores de tudo.
Tudo que vem de cima.
Que brota de baixo.
Tudo que vem da água, da terra, do vento.
E que agora que desliza em lixo.
Eram pessoas.
Velhas, novas, crianças, animais.
Viviam em cima do lixo.
Talvez nem soubessem disso.
Estavam em casa.
Arrumando, cozinhando, estudando, dormindo.
Estavam vivendo...
Sobrevivendo.
E hoje, estão no lixo.
Se decompondo.
Como lixo.
O que estamos fazendo com as pessoas ?
Eu. Você. Nós. Os outros.
Todos somos pessoas.
Mas, para muitos...somos só uma montanha de lixo;
se decompondo...
Tudo isso é triste.
Muito triste.
texto de remall.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
do outro lado da rua
Quando o passado sai correndo de dentro do baú
e te atinge direto no meio da cabeça,
ou melhor, no meio do peito.
Quando o ar parece que sumiu,
o chão se abriu.
Quando seus olhos não acreditam que estão vendo
o que na sua certeza absoluta não existia mais.
Mãos trêmulas, borboletas no estômago.
O mundo parou e ninguém se deu conta.
A voz embarga na garganta.
Acontecimentos em camera lenta.
Lembranças na velocidade da luz.
Tonteira.
Vertigem.
Correr kilômetros e não sair do lugar.
Lugar comum.
Lugar nenhum.
Dúvidas.
Certezas, agora, tão incertas.
O sorriso vindo em sua direção.
O sinal abriu.
Fingiu que não viu
e te atinge direto no meio da cabeça,
ou melhor, no meio do peito.
Quando o ar parece que sumiu,
o chão se abriu.
Quando seus olhos não acreditam que estão vendo
o que na sua certeza absoluta não existia mais.
Mãos trêmulas, borboletas no estômago.
O mundo parou e ninguém se deu conta.
A voz embarga na garganta.
Acontecimentos em camera lenta.
Lembranças na velocidade da luz.
Tonteira.
Vertigem.
Correr kilômetros e não sair do lugar.
Lugar comum.
Lugar nenhum.
Dúvidas.
Certezas, agora, tão incertas.
O sorriso vindo em sua direção.
O sinal abriu.
Fingiu que não viu
texto de remall.
segunda-feira, 22 de março de 2010
docinho azedinho
Que delícia relembrar os tempos de infância
me deliciar entre o azedinho e o doce da fruta no pé.
Vermelhinha e bem doce.
Meio laranja ainda azedinha.
De forma perfeita.
Brilhante aos raios do sol.
Uma joía entre cor e forma.
Algumas grandes e suculentas, com o suco escorrendo pela boca.
Outras menores e tímidas, mas não se fazendo de rogadas...docinhas.
Delícias da tarde de domingo.
Delícia de pitangas...colhidas no pé...devoradas na hora !texto de remall.
foto de remall, pomar da Querência.
sexta-feira, 19 de março de 2010
o mundo é rosa
sexta-feira, 12 de março de 2010
texto feliz
Que bom é ser qualquer coisa,
assim ao léu.
Uma pluma de vender,
um pensamento, um chapéu,
enfim, ser, tão somente isto,
ser apenas pelo meio,
sem um nome, sem um misto de ancoragem ou enceio,
ser nada ( não é possível )
ser tudo ( mas é demais )
ser então indefinível
nem tão pouco, nem demais.
ps. : este texto não é meu, mas, é a cara do dia de hoje !
assim ao léu.
Uma pluma de vender,
um pensamento, um chapéu,
enfim, ser, tão somente isto,
ser apenas pelo meio,
sem um nome, sem um misto de ancoragem ou enceio,
ser nada ( não é possível )
ser tudo ( mas é demais )
ser então indefinível
nem tão pouco, nem demais.
ps. : este texto não é meu, mas, é a cara do dia de hoje !
texto, autor me é desconhecido.
quinta-feira, 4 de março de 2010
estou em casa
Bate de leve nos vidros da janela a brisa do começo da manhã.
A madrugada começa a dizer adeus ao primeiro clarear de um novo dia.
Um som melodioso e contínuo invade o silêncio,
e com um simples prestar atenção podemos decifrar o canto de cada pássaro.
Eles voam, aos nossos destreinados olhos,
desgovernados,
mas para a natureza num balé perfeito;
cheios de significados que o tempo de observação nos faz entender.Uma joaninha verde de bolinhas laranjas,
(as tradicionais vermelhas c/ bolinhas pretas, já não são mais facéis de se ver)
voa e devora minhas mostardas, suas folhas preferidas.
São cores e sons da natureza.
Um poema de luz.
O perfume doce das flores brancas invade o ar quando as janelas são abertas.
Uma paz, uma certeza de liberdade, um sorriso.
Eu faço parte de tudo isso...
Estou em casa.
Os botões da semanda passada que não passavam de um simples desejo
se abriram em branco e rosa e umas pequeninas em buquês amarelos.
Perto das hortaliças um besouro faz seu barulhão de bater de asas.
A madrugada começa a dizer adeus ao primeiro clarear de um novo dia.
Um som melodioso e contínuo invade o silêncio,
e com um simples prestar atenção podemos decifrar o canto de cada pássaro.
Eles voam, aos nossos destreinados olhos,
desgovernados,
mas para a natureza num balé perfeito;
cheios de significados que o tempo de observação nos faz entender.Uma joaninha verde de bolinhas laranjas,
(as tradicionais vermelhas c/ bolinhas pretas, já não são mais facéis de se ver)
voa e devora minhas mostardas, suas folhas preferidas.
São cores e sons da natureza.
Um poema de luz.
O perfume doce das flores brancas invade o ar quando as janelas são abertas.
Uma paz, uma certeza de liberdade, um sorriso.
Eu faço parte de tudo isso...
Estou em casa.
texto de remall.
Os botões da semanda passada que não passavam de um simples desejo
se abriram em branco e rosa e umas pequeninas em buquês amarelos.
Perto das hortaliças um besouro faz seu barulhão de bater de asas.
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