sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

a chuva

O tempo fecha e escurece
Chuva na cidade é sinal de transtorno
O trânsito vira um caos
O sapato estraga
O cabelo arrepia
O calor aumenta
A gente se atrasa
O humor muda
A roupa não seca nos apartamentos
Chuva na cidade dá medo
A água não escorre
Tudo vira alagamento

O tempo fecha e escurece
Chuva na roça é sinal de alegria
A enxada envolve a terra
O grão se ajeita
A planta cresce
A gente põe o pé na bota
Atola a alma no barro
A cabeça ganha um boné
E a roupa dança por ali mesmo, no varal do quintal
Faz um frio gostoso
O fogão a lenha aquece a casa
Toma banho toda a passarinhada

O tempo fecha e a chuva desce
A natureza feliz inteira agradece
E Deus sorri  e se engrandece


texto remall

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

a alma do viajante

É aqui , no alto da serra que voa destemida a alma do viajante
Sem receios ou medos
Alta e veloz como o vento
Não teme as tempestades
Venera cada nascer do sol
Tem a sensibilidade da rosa
A audácia da águia
O fogo do dragão
Ah! alma do viajante sem destino
Cheia de histórias
Cheia de vida
Cheia de novos dias
Viaja além dos horizontes
Sonha com o universo de mistérios
Se entrega no eterno descobrir
Se entrega e . . .
Ama
Voa
Liberta
Luz que rasga
A coragem de viajar
E mais uma vez se entrega

texto remall

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

a certeza

Não existe luta quando o guerreiro é da paz
As pedras do caminho apenas machucam os pés
Mas não impedem a caminhada
O suor que escorre pela face apenas refresca o corpo
E nunca se confunde com as lágrimas das decepções acumuladas
A subida
A descida
A planície
Todos os relevos
Um só caminho
Uma única jornada
Não existe dúvida alguma quando o guerreira é da luz



texto remall 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

terça feira

HO HO HO ! ! !

vejam só quem voltou.....

saudades de tudo por aqui
mas já estou voltando para a Querência.

Deixei alguns posts programados
com um grande beijo guardado
para todos.

remall

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

quarta feira

04 e 15 da madrugada.
O alarme do celular toca uma musiquinha com cantos de passarinho.
Bem a minha cara esse toque.
O vento frio lá fora e o marido quentinho do lado
me fazem ignorar o mundo.
O  canto do passarinho repete e repete.
Me confundo,
se é o canto do alarme ou dos passarinhos da realidade lá fora.
Sono, muito sono.
Cama quentinha, marido carinhoso, prá que levantar agora ????
Preciso ir na cidade...preguiiiiiiiiça .
04 e 55 da madrugada.
O alarme já foi desligado.
Derrepente um som diferente.
Um galo em agonia pede socorro.
Pulo da cama de qualquer jeito.
Frio e vento.
O dia amanhecendo.
Ainda escuro ou eu ainda com os olhos fechados.
Acendo as luzes da varanda , da parte de baixo, do galinheiro.
Enquanto estou descendo,
passa por mim veloz se esgueirando pelas plantas alguém conhecido.
Eu nem pude acreditar...
No galinheiro procurava por todos.
Desesperada contava os franguinhos.
Procurava pela galinha comprada no dia anterior.
Tudo em ordem dessa vez.
Apenas algumas penas do grande galo preto espalhadas ao vento.
Gritos caninos e gritos humanos são os próximos sons da madrugada.
Acho que dessa vez não vai ter jeito de segurar a raiva do marido.
Ele não vai aceitar mais prejuízos.
Bravo provavelmente será encaminhado para a adoção.

Ele, o marido, viajou por uns dias para  visitar a mãe.
Eu vim na cidade comprar uns ladrilhos hidraúlicos.

Quando ele retornar eu tenho que ter uma solução.
Minha cabeça ferve feito uma chaleira no fogão.
Meu coração dói feito uma queimadura na brasa.






texto remall.
fotos e vídeo, remall

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

segunda feira

A poeira levanta fina na estrada
O sol tenta reaparecer depois de dias de neblina e frio
Venta como se fosse mês de agosto
Mas já é primavera
Daqui a pouco ninhos quentinhos
O namoro já começou
Hoje botões
Amanhã lindas rosas
A poeira levanta fina na estrada
O verde vai ficando aos poucos para trás
O barulho do silêncio deixa de existir
E aos poucos o tormento da cidade se apresenta a meus olhos
A dualidade de sentimentos
Saudade de tanta praticidade da vida do asfalto
Saudade de tantas pessoas queridas que vivem no asfalto
Felicidade na calmaria das minhas montanhas
Paz no silêncio do mundo e da alma
O dia de hoje, só hoje
Fiz compras para a construção de um forno de pizza
Passei no blog para matar a imensa saudade
Letrinhas que borbulham na cabeça
Saudade daqui
Dos amigos daqui
Saudade dentro do coração


texto remall
foto remall, entre a Querência e a cidade

terça-feira, 21 de agosto de 2012

o momento atual

E então a estrada se abriu em minha frente
Nada é longe demais
Não existe poeira que atrapalhe a visão
Buracos que me impeçam de seguir
A vida segue nova
Surpreendente
O sol que brilha no céu aquece os corações gelados
A lua que ilumina a noite vem com os amores esquecidos
O vento de agosto traz e leva as novidades
E a vida segue
Calmamente tranquila e serena
E a vida segue
Em paz



Me mudei temporariamente  para a Querência
Estou sem internet graças a idéia brilhante de trocar meu plano
Estou usando uma internet emprestada
Domingo foi aniversário do Bravo de 01 ano
Eles continuam lindos e peraltas
Eu estou muito bem
Amando, amando, amando
E em paz




E o frio está de matar.....


texto remall
fotos  remall, na Querência



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Livre

Solte-se das amarras da tristeza
Liberte-se
Corra solto pelos campos
De encontro ao vento
Recebendo e aceitando a sensação do vento
Se integre a natureza
Permita-se
Levante-se
Estique-se
Seja a árvore mais frondosa
Dirija-se rumo ao infinito
Não chore
Não sofra
Não julgue
Perdoe
E então....Sorria
Corra solto pelos campos
De encontro ao sol
Deixando o sol chegar, penetrar
Deixe a alegria se instalar
Aprecie o que  te rodeia
Interaja
Mentalize tudo que é bom
Solte-se das amarras da incoerência
Encontre-se
Ame você em todos os sentidos
Sinta e viva todos os sentidos do amor
Não aprisione nada
Seja para sempre livre

texto remall
foto remall, na Querência